Quem são as encarceradas: Uma perspectiva de idealização social quanto ao gênero e o preconceito institucionalizado

  • Maria Nazare Silva do Nascimento Centro Universitário AGES
  • Ionaha Menezes Santana Morbeque Centro Universitário AGES

Resumo

O Brasil é o titular da 5º colocação no hanking dos países que comportam a maior população carcerária feminina, e os perfis são, em média, 67% negras e ou pardas, 68% têm entre 18 e 34 anos, 63% são condenadas a penas de até oito anos, e 99% não tem diploma universitário, constatando-se, pois, que as encarceradas são mulheres comuns do dia-a-dia. Diante da sociedade vigente, a mulher já nasce com seu papel predeterminado, e, de qualquer modo, delinquir não é a sua “função” dentro da sociedade. O crime é uma prática distante da idealização da mulher, pois o que se espera dela é uma conduta dócil e submissa, incapaz de cometer qualquer ato contrário a lei. Este respectivo trabalho tem como principal objetivo demonstrar uma síntese acerca do surgimento dos presídios para compreender a relação deste com a mulher na sociedade, sabendo que a distinção correspondente ao gênero é relevante para mostrar a invisibilidade a qual a condição de mulher traz.

Publicado
2019-02-12
Como Citar
SILVA DO NASCIMENTO, Maria Nazare; MENEZES SANTANA MORBEQUE, Ionaha. Quem são as encarceradas: Uma perspectiva de idealização social quanto ao gênero e o preconceito institucionalizado. Revista Saberes, [S.l.], v. 1, n. 7, p. p. 27-33, fev. 2019. ISSN 2358-5986. Disponível em: <http://npu.faculdadeages.com.br/index.php/revistasaberes/article/view/157>. Acesso em: 20 maio 2019.
Seção
Artigos Originais